O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou as contas do Banco Central (BC) referentes ao exercício de 2025, concedendo quitação plena aos responsáveis pela gestão, incluindo o presidente Gabriel Galípolo. A decisão foi tomada pela Segunda Câmara do tribunal, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira, após a suspensão do julgamento anterior devido a investigações sobre o Banco Master.
A nova deliberação considera regulares as contas anuais do BC, encerrando esse processo específico. Contudo, a apuração sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial do Banco Master continua em um procedimento separado no TCU.
Na semana anterior, o julgamento havia sido suspenso a pedido do Ministério Público, que levantou preocupações sobre possíveis consequências da investigação para a avaliação da gestão do BC. Os ministros decidiram aguardar a conclusão do processo relacionado ao Banco Master antes de prosseguir.
O relator Jorge Oliveira, ao retomar a análise, concluiu que a prestação de contas de 2025 não apresentava irregularidades que comprometessem sua regularidade, alinhando-se à recomendação da área técnica do TCU.
A quitação plena significa que, no âmbito deste processo, a gestão do BC foi considerada regular. No entanto, isso não implica que todos os atos do Banco Central em relação ao Banco Master foram aprovados, uma vez que a investigação sobre a liquidação da instituição segue em outro processo no TCU.
A liquidação extrajudicial, aplicada pelo Banco Central em situações específicas, visa encerrar atividades financeiras de forma organizada, protegendo os interesses de credores e depositantes. A análise do TCU busca verificar se a autoridade monetária cumpriu as normas legais durante esse processo.
