Os atendimentos por acidentes com escorpiões no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Hospital Universitário (HUM) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) registraram mais de 900 casos entre janeiro e agosto de 2026, um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em 2025, o CIATox atendeu 767 casos de picadas de escorpião, e os dados refletem uma tendência crescente de acidentes na região. A coordenadora do CIATox, enfermeira Marcia Guedes, destaca que a proliferação de escorpiões é uma “crise silenciosa”, impulsionada por fatores como o calor excessivo e a falta de predadores naturais nas áreas urbanas.
Marcia ressalta a importância de ações de limpeza urbana para combater a proliferação dos escorpiões, recomendando a remoção de entulhos e o controle de insetos que servem de alimento para esses animais. A maioria dos atendimentos é relacionada ao escorpião amarelo (Tityus serrulatus), e a coordenadora orienta que, após uma picada, a captura do animal não é necessária para o diagnóstico, sendo suficiente registrar fotos ou vídeos.
Além dos escorpiões, o CIATox também registrou um aumento geral nos atendimentos por acidentes com animais peçonhentos, passando de 1004 para 1291 casos entre janeiro e agosto de 2026, o que representa um crescimento de 23%. Os dados incluem picadas de aranhas, himenópteros e serpentes.
O CIATox é referência para 32 municípios da 15ª Regional de Saúde do Paraná e oferece atendimento presencial e por telefone. Em caso de picadas, é fundamental buscar atendimento médico imediato e seguir orientações de primeiros socorros, como lavar o local da picada e, se possível, capturar o animal de forma segura.