A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação resultou em 404 votos a favor e 61 contra.
O nome de Pacheco já havia sido aprovado pelo Senado na terça-feira (1), em uma votação rápida, sem análise prévia da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Sua indicação foi apoiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que agilizou o processo após a renúncia do ministro Bruno Dantas.
Dantas deixou o cargo na segunda-feira (31) e permanecerá no TCU até o final da semana. Alcolumbre havia defendido a indicação de Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado.
Após essa rejeição, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre, mas recentemente os dois reataram o diálogo, em um momento em que o governo busca apoio para pautas prioritárias no Congresso.
O relator da indicação, deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), destacou que Pacheco possui as qualificações necessárias para o cargo, afirmando que ele está apto a exercer qualquer função que exija notório saber jurídico e administrativo.
Rodrigo Pacheco é advogado, graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, e iniciou sua carreira política como deputado federal. Ele foi eleito senador em 2018 e assumiu a presidência do Senado em fevereiro de 2021, sendo reeleito para o biênio seguinte.
Durante sua presidência, Pacheco se destacou como um articulador moderado, promovendo o diálogo entre os poderes e defendendo os ritos democráticos. Ele já passou por diversas legendas e anunciou sua intenção de não concorrer a cargos eletivos após o término de seu mandato como senador.
