FAROL
domingo, 30 de agosto de 2026
FAROL
Postado emFarol

CPTM: menos de 3% dos maquinistas comparecem no 2º dia de greve em SP

CPTM: menos de 3% dos maquinistas comparecem no 2º dia de greve em SP
CPTM: menos de 3% dos maquinistas comparecem no 2º dia de greve em SP
Publicidade

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que apenas três dos 126 maquinistas necessários para operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade compareceram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (5), segundo dia da greve dos ferroviários em São Paulo.

De acordo com a empresa, o número representa menos de 3% do total de profissionais necessários para a operação.

Em nota, a CPTM afirmou que o efetivo total nas três linhas era de 47% às 7h, horário de pico, percentual abaixo dos 80% determinados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Segundo a companhia, a decisão judicial voltou a ser descumprida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Para manter parte da operação, a CPTM informou que acionou seu plano de contingência. Ao todo, 23 supervisores assumiram a condução das composições para garantir a oferta de transporte aos passageiros.

Na terça-feira (4), primeiro dia da paralisação, o presidente da CPTM já havia afirmado ao g1 que o sindicato não cumpria a decisão do TRT, que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos.

Em caso de descumprimento, a Justiça fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

A greve foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que é contrário ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A categoria reivindica garantias para os trabalhadores durante a transição da operação para a iniciativa privada.

As três linhas voltaram a ser operadas temporariamente pela CPTM após determinação do Governo de São Paulo, depois que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou o retorno da estatal à operação por 90 dias em razão das falhas registradas nos primeiros dias de atuação da concessionária Trivia Trens.

Até a última atualização desta reportagem, o sindicato não havia se manifestado sobre os números divulgados pela CPTM nesta quarta-feira.

O tribunal também fixou o mínimo de 60% de empregados trabalhando na operação das três linhas fora do horário de pico, sob multa diária fixada R$ 400 mil ao Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB).

“A nossa estratégia era ter as estações sendo abertas de forma gradativa, conforme esse percentual de funcionários fosse entrando nas suas escalas naturais para respeitar o que foi determinado pela Justiça. Como isso não vem acontecendo, a gente não tem conseguido avançar em abrir novas estações”, declarou o presidente da CPTM ao Bom Dia SP, da TV Globo.

“A gente espera que a categoria entenda que a população não pode ser prejudicada. O governo sempre teve o diálogo aberto. A CPTM sempre conversou com o sindicato e buscou – da maneira possível – atender as reivindicações”, declarou.

E completou: “A gente não pode permitir que uma pauta política se torne um movimento que prejudique a população. Em razão disso, a gente tem trabalhado e no pico da tarde a gente espera que a categoria tenha consciência disso e volte ao trabalho”, disse Cerqueira.

A greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizada nesta terça-feira (4) foi motivada pela concessão das três linhas para a empresa privada Trivia Trens.

Os empregados da CPTM em greve reivindicam a reestatização definitiva das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo.

O texto do PL é do deputado Guilherme Cortez (PSOL) e prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) – que representa os 4.700 empregados da CPTM – apenas 11% dos funcionários da CPTM nas três linhas concedidas foram transferidos para a nova empresa privada.

A CPTM cuidava de sete linhas de trem na Grande SP antes do início do processo de privatização das da malha férrea na gestão do ex-governador João Doria (ex-PSDB). Agora, porém, só cuida da Linha 10-Turquesa.

Por isso, a estatal paulista passa por um plano de demissão voluntária para finalizar o contrato dos funcionários em comum acordo com parte dos empregados.

Segundo a própria Trivia Trens, a empresa conta atualmente com cerca de 2.400 colaboradores, dos quais 2.100 atuam diretamente na operação e manutenção das três linhas. O segmento reúne aproximadamente 11% de profissionais egressos da CPTM (cerca de 230 empregados).

Os 90% de profissionais renovados que atuam na frente operacional e de manutenção das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade receberam mais de 1.300 horas de treinamento prático e teórico, segundo a empresa.

Por meio de nota, a CPTM e a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “lamentaram a decisão dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”.

“Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado”, disse.

“A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, declarou a gestão Tarcísio.

O sindicato da categoria afirma que a paralisação ocorre nesta terça-feira (4) porque, “mesmo após a reunião realizada nesta segunda-feira com representantes do governo do Estado e Sindicato, não houve garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias”.

“Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias. Desde o início das discussões, o Sindicato buscou todas as alternativas de negociação, apresentando propostas e demonstrando disposição para o diálogo”, disse.

“Até o momento, não houve compromisso formal que assegure o futuro dos milhares de ferroviários e de suas famílias. Serviço A greve é a última medida a ser usada pelos Trabalhadores(as), que seguem unidos na defesa dos empregos, da valorização profissional e da continuidade de um serviço ferroviário de qualidade para a população paulista”, declarou a entidade.

“O Sindicato reafirma que permanece aberto ao diálogo e espera que o Governo apresente, com urgência, uma proposta concreta que garanta a preservação dos postos de trabalho e permita o encerramento d

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Paraná Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior RU da UFPR celebra 60 anos com programação especial e refeições a preços simbólicos Próxima → Projeto Detetives da Cidadania leva educação midiática a idosos em Santa Fé