São Paulo confirmou nesta segunda-feira (24) os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado. No mesmo dia, Santa Catarina registrou a primeira morte pela doença, de uma mulher de 77 anos em Imbituba. No total, o Brasil soma quatro casos confirmados em 2026, segundo o Ministério da Saúde.
Em São Paulo, uma paciente de 34 anos, de Ribeirão Preto, já se recuperou, mas relatou viagem recente à Amazônia. A outra, de 18 anos, de São José do Rio Preto, permanece internada. As investigações buscam identificar o local provável de infecção, considerando deslocamentos e a circulação do vírus em animais.
A doença é transmitida pela picada de mosquitos do gênero Culex, que adquirem o vírus ao picar aves infectadas. O ser humano é considerado hospedeiro acidental, não transmitindo o vírus a novos mosquitos. Por isso, a vigilância inclui aves, cavalos e mosquitos, além de humanos.
A maioria das infecções (cerca de 80%) não apresenta sintomas. Quando aparecem, são inespecíficos, como febre, dor de cabeça e cansaço, podendo ser confundidos com dengue, zika e chikungunya. Casos graves podem atingir o sistema nervoso, causando encefalite e meningite.
Especialistas alertam para a dificuldade de diagnóstico, devido à reação cruzada em testes de anticorpos com outros vírus do mesmo grupo. A recomendação é que a doença seja considerada em casos de febre com sintomas neurológicos sem causa definida.
Para prevenir, é essencial evitar acúmulo de água parada, usar repelentes e telas em janelas, especialmente em áreas com circulação do vírus. A população deve procurar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis.
