A geógrafa Larissa Warnavin, especialista em mudanças climáticas, discute no programa “Assembleia Entrevista” como o fenômeno El Niño aumenta o risco de enxurradas, alagamentos e deslizamentos no Paraná.
Com a previsão de chuvas acima da média até o verão, Warnavin destaca que o El Niño, classificado como forte, pode causar eventos extremos. Em setembro, a Defesa Civil informou que 60 municípios foram afetados, com 14 mil pessoas impactadas.
A professora explica que o relevo paranaense influencia a ocorrência de desastres, com a água escoando rapidamente na Serra do Mar e acumulando-se nas áreas mais baixas dos planaltos. Ela alerta que chuvas prolongadas podem ser mais perigosas que tempestades isoladas, pois o solo encharcado perde a capacidade de absorver água.
Larissa também menciona os efeitos das chuvas na agricultura, como a queda de uma ponte que isolou uma gestante no Vale do Ribeira e as perdas enfrentadas pelos agricultores familiares. Ela ressalta que a impermeabilização do solo e o lixo nas galerias pluviais agravam a situação.
Durante a entrevista, a geógrafa enfatiza a importância de levar os alertas da Defesa Civil a sério e fornece orientações práticas, como evitar atravessar áreas alagadas e estacionar longe de árvores em caso de vendaval. As regiões Sul, Centro-Sul, Oeste, Noroeste e Nordeste devem ser monitoradas com atenção para chuvas intensas e vendavais.
Por fim, Warnavin tranquiliza a população, afirmando: “A chuva não dura para sempre”.
