A professora Mara Fernanda Parisoto, da UFPR Palotina, discute a evolução do projeto de extensão Rocket Girls, criado em 2018 para incentivar alunas da rede pública a ingressarem nas áreas de ciências exatas.
O projeto, que inclui rodas de conversa e oficinas, será apresentado no 24º Encontro de Extensão e Cultura (Enec), parte da 17ª Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe) da UFPR, que começa em 19 de outubro.
Parisoto destaca a importância de valorizar as profissões de Física e ciências, sugerindo que os profissionais atuem em diversos espaços, como museus e projetos de divulgação científica. “Essas atividades poderiam deixar de depender somente de projetos temporários e passar a contar com profissionais concursados e políticas permanentes”, afirma.
A mobilização para aumentar a participação feminina nas carreiras STEM começou na década de 1970 e ganhou força globalmente nos anos 2000, especialmente após a criação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em 2015. No entanto, a professora ressalta que esse incentivo deve ser contínuo e adaptado às novas realidades, como a redução de orçamentos públicos em educação.
O Rocket Girls busca articular ensino, pesquisa e extensão, alcançando públicos cada vez mais diversos. A professora também aborda as barreiras que dificultam a ascensão das mulheres em cargos de liderança acadêmica e os desafios de reter estudantes nas licenciaturas de exatas.
