A Prefeitura de Imbituva, localizada nos Campos Gerais, e o Sebrae/PR iniciaram um programa voltado para fortalecer a Feira do Produtor Imbituvense e profissionalizar pequenos negócios rurais da região. O projeto, que terá duração de 12 meses, atenderá 20 produtores com diagnósticos individuais, consultorias, oficinas práticas e capacitações. O contrato foi formalizado na última quinta-feira (1º).
O programa abordará aspectos essenciais como gestão, formação de preços, atendimento ao cliente, organização e apresentação das bancas, além de estratégias de comercialização e adequação sanitária. A feira também contará com uma identidade visual própria e ações de divulgação em Imbituva e nas redes sociais.
A iniciativa foi proposta pela Secretaria de Agricultura e Pecuária, que já acompanha os produtores desde 2025. A secretária Cristiane Tabarro Borgo destacou que “o produtor sabe produzir, mas não sabe vender”, enfatizando a necessidade de apoio especializado para melhorar a gestão e a exposição dos produtos.
André Paganotto, consultor do Sebrae/PR, explicou que o foco do programa será tornar a feira mais atrativa, facilitando a percepção de valor dos consumidores. O trabalho com preços e vendas ajudará os produtores a tomar decisões mais fundamentadas sobre seus negócios.
Os participantes foram selecionados entre os empreendimentos assistidos pelo município, priorizando iniciativas inovadoras. Cristiane ressaltou que o programa visa fortalecer a conexão entre produtores e consumidores, mantendo a circulação de recursos em Imbituva.
O programa também incluirá uma missão técnica para que os produtores conheçam outras feiras e tragam ideias adaptáveis para Imbituva. Além disso, os participantes receberão orientações sobre o Selo Arte, que certifica produtos alimentícios artesanais de origem animal, ampliando as oportunidades de comercialização em todo o Brasil.
Reginaldo Jardim, produtor da Queijaria Cultura Mineira, vê na feira uma chance de aumentar a visibilidade de seus queijos artesanais. Ele planeja expandir sua linha de produtos e firmar parcerias locais, apesar das dificuldades enfrentadas, como a burocracia para obtenção de selos de inspeção e a necessidade de equilibrar preço e qualidade.
As consultorias do programa abordarão a gestão de preços e a adequação sanitária, enquanto a organização das bancas e a divulgação proporcionarão a vitrine necessária para destacar a qualidade do queijo artesanal. Reginaldo acredita que a experiência do consumidor com um produto bem-feito facilitará as vendas.
