sábado, 17 de outubro de 2026
Postado emParaná, Política

Sou Cidadão analisa migração no Paraná e desafios do acolhimento

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Sou Cidadão analisa migração no Paraná e desafios do acolhimento
Sou Cidadão analisa migração no Paraná e desafios do acolhimento

O programa Sou Cidadão, da TV Assembleia, discute nesta terça-feira (22) o aumento da migração no Paraná, abordando temas como trabalho, documentação e discriminação.

Curitiba é a capital brasileira que mais recebe migrantes, enquanto o Paraná ocupa a terceira posição entre os estados que mais acolhem essa população, atrás de São Paulo e Roraima. Para discutir os desafios e oportunidades desse cenário, o programa recebe o superintendente-geral de Governança Migratória do Paraná, Gil Souza.

Um dos principais pontos abordados na entrevista é a relação entre migração e mercado de trabalho. Souza destaca que a chegada de novos moradores, tanto de outros países quanto de outros estados, tem contribuído para suprir a falta de mão de obra em diversos setores. “Quando a gente tem uma falta de pessoas para ocupar o mercado de trabalho, a gente tem empresas que não conseguem crescer ou prestar o seu serviço”, explica.

O programa também discute a questão da documentação, considerada um dos principais obstáculos enfrentados por migrantes. Souza detalha a complexidade do Registro Nacional Migratório e a importância do atendimento em diferentes idiomas. “Quando a pessoa é recebida na própria língua, muda tudo”, afirma.

Além disso, o programa revisita as ondas migratórias no estado, desde haitianos até venezuelanos e cubanos, e aborda o combate à discriminação, enfatizando que o aumento de vagas de emprego desmente a ideia de que migrantes competem com a população local.

Souza também comenta sobre políticas migratórias em países europeus e a contribuição dos imigrantes para sistemas de aposentadoria em nações com população envelhecida, como Portugal e Alemanha. “É muito fácil quando a gente tem um problema e finge não olhar que ele não existe”, reflete.

O programa ainda menciona uma recente mudança que simplificou o casamento civil de imigrantes venezuelanos e o papel de organismos internacionais no apoio a políticas migratórias. “Isso é a coisa mais linda do direito”, conclui Souza.

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