Uma idosa de 76 anos, residente em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, obteve na Justiça o direito a um tratamento médico urgente para evitar a perda irreversível da visão. Diagnosticada com oclusões vasculares retinianas, a paciente necessitava de injeções dos medicamentos Lucentis ou Eylia no olho direito.
Devido ao alto custo do tratamento, a idosa e sua família não tinham condições financeiras de arcar com o procedimento sem comprometer seu sustento. A ação judicial, que ainda está em andamento, enfrentou dificuldades, pois o laudo médico classificava o procedimento como ‘eletivo’, o que geralmente retarda a liberação de tratamentos urgentes.
A situação mudou com a intervenção do Núcleo de Defesa da Saúde Pública e Privada (NUESP) da Defensoria Pública do Estado do Paraná, que atua em áreas sem estrutura fixa. A defensora pública Marcela Fernandes Pereira destacou que a equipe teve acesso ao caso da idosa, que estava em risco iminente de perder a visão.
A Defensoria atuou rapidamente para atender às exigências legais, reunindo documentos que comprovavam a urgência do tratamento e a situação financeira da assistida. A atuação foi crucial para garantir que a idosa recebesse a injeção necessária a tempo, evitando sequelas irreparáveis.
O caso ressalta a importância do projeto de expansão do NUESP, que visa oferecer assistência jurídica especializada e mitigar a falta de representação da Defensoria Pública em diversas comarcas. O projeto busca assegurar o direito à saúde e à dignidade das pessoas vulneráveis.
