O Ministério Público Eleitoral decidiu arquivar a investigação sobre uma possível abordagem irregular da polícia ao motorista da campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O incidente ocorreu em 11 de agosto de 2026, após Haddad deixar um evento e retornar para casa.
Embora o MP tenha encerrado o procedimento eleitoral, a apuração criminal continua em andamento através de um inquérito policial aberto pela Polícia Civil, motivado por relatos da imprensa. A investigação do MP analisava possíveis abusos de poder e uso indevido de bens públicos.
A Procuradoria não encontrou evidências suficientes para implicar o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em ilícitos eleitorais. Contudo, o procurador eleitoral questionou a versão da Polícia Militar, considerando inverossímil que a sequência de abordagens ao veículo de Haddad tenha sido mera coincidência.
Segundo relatos, na noite do incidente, uma viatura da PM teria iluminado o carro onde Haddad estava. Após desembarcar, o motorista, Alessandro Caseri, notou outra viatura e decidiu se abrigar em um hotel próximo, que considerou mais seguro devido às câmeras de segurança.
A PM inicialmente afirmou que a viatura não abordou o motorista, mas a Procuradoria destacou que diferentes viaturas da Força Tática tiveram contato com o veículo. O caso gerou novas imagens de câmeras de segurança, que segundo a equipe de Haddad, mostram uma viatura estacionada por cerca de 20 minutos em frente ao hotel.
O arquivamento do MP não encerra a apuração criminal, e novas diligências foram solicitadas à Polícia Civil pela defesa de Alessandro. O objetivo de Haddad é esclarecer os fatos, e a Procuradoria enviou cópias do procedimento ao Ministério Público de São Paulo para possíveis ações futuras.
