O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu a urna eletrônica para garantir a inclusão de todos os cidadãos no momento do voto. O equipamento passa constantemente por atualizações de sistema voltadas a assegurar o acesso de eleitores com deficiências visuais, auditivas e motoras.
Entre os principais recursos disponíveis no equipamento e nas Seções Eleitorais, destacam-se o intérprete de Libras, o teclado em braille e a voz sintetizada. A voz sintetizada narra para o eleitor o cargo em votação, os números digitados e o nome completo das candidaturas escolhidas. Fones de ouvido, disponibilizados pelos mesários, garantem o sigilo do voto emitido por áudio.
O teclado possui marcação tátil em braille em todas as teclas numéricas, e o botão central (tecla 5) tem relevo específico para guiar o posicionamento das mãos. O equipamento emite cliques audíveis e sinais sonoros ao confirmar ou corrigir informações, além de tolerar digitação pausada, estendendo o tempo de espera para quem precisa.
As Seções Eleitorais podem ser planejadas com rampas de acesso, portas largas e ausência de degraus, mediante transferência solicitada pelo eleitor. Na tela, um avatar faz a tradução em Libras dos cargos em votação, e a sinalização mostra de forma clara e sequencial o cargo, os números digitados, a foto e o nome da candidatura. Após a confirmação, a palavra “FIM” é exibida, assegurando que o voto foi computado.
Esses recursos possibilitam ao eleitor com deficiência uma melhor experiência na hora do voto, garantindo a participação de todos no processo democrático.