O mutirão Meu Pai Tem Nome, realizado pela Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR), registrou recorde de atendimentos em 2026: foram 728 pessoas atendidas em oito municípios do estado. A ação ocorreu no último sábado (1º) e também contou com 27 coletas de material genético para exames de DNA.
Em Curitiba, David Lincoln Batista conseguiu reconhecer a filha Maria Alice, de forma voluntária, sem precisar de exame de DNA. “Ela é meu tudo”, disse. A mãe, Micaela Tamires Mariano, soube do mutirão pelas redes sociais da creche da filha. “Eu acabei vendo, me informei certinho e a gente veio”, relatou.
Gabriel Grobb, que realizou teste genético, elogiou a agilidade do serviço: “É um órgão muito rápido, simples e eficaz”. A mãe do bebê, Adriele Anjos, destacou a importância do reconhecimento: “Vai fazer diferença na vida do meu filho”.
Além de Curitiba, o mutirão ocorreu em Almirante Tamandaré, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Pato Branco e Umuarama. A iniciativa é do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) e oferece reconhecimento voluntário de paternidade, biológica ou socioafetiva, de forma gratuita, incluindo exames de DNA.
O defensor público-geral, Matheus Munhoz, ressaltou: “O reconhecimento da paternidade é um dos direitos fundamentais mais básicos do cidadão”. A campanha também atendeu pessoas privadas de liberdade, com apoio da Divisão de Tratamento Penal (DTP) da Polícia Penal do Paraná.
O programa Reconhecendo Direitos, da DPE-PR, oferece assistência jurídica completa, incluindo exames de DNA pós-morte, reconhecimento socioafetivo e emissão gratuita de segunda via de documentos. O Paraná tem cerca de 73 mil pessoas sem o nome do pai na certidão de nascimento, segundo a Arpen-Brasil.