Especialistas e empreendedores discutem a transformação do fluxo de pessoas nas fronteiras brasileiras em oportunidades econômicas, durante o evento “Construção do Futuro nas Fronteiras”, realizado na tríplice fronteira entre Barracão (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo de Irigoyen, na Argentina.
Luiz Antonio Rolim de Moura, coordenador de Mercado Empresarial do Sebrae/PR, enfatiza que o desenvolvimento econômico nas regiões de fronteira depende da capacidade de integrar turismo, comércio, serviços e outros setores. “Precisamos criar condições para que esses territórios deixem de ser apenas locais de passagem”, afirma.
Marcelo Valente, da Loumar Turismo, destacou a importância da integração entre diferentes atividades para aumentar o tempo de permanência dos visitantes. Ele citou o exemplo de Foz do Iguaçu, onde a oferta diversificada de experiências elevou a média de permanência de dois para até cinco dias.
As lojas francas também desempenham um papel crucial na dinâmica comercial das cidades de fronteira. Empresários da Diamond Duty Free, Fernando Gaston Paradela e Patrícia Feldman, ressaltaram que a colaboração entre negócios locais pode potencializar o fluxo de consumidores e beneficiar toda a região.
No entanto, empreender em regiões de fronteira apresenta desafios, como diferenças culturais e legais. Talita Casagrande, empresária que atua no Brasil e na Argentina, destacou a importância de conhecer o perfil do consumidor e investir na capacitação das equipes para superar esses obstáculos.
Luciana Aguiar, do PNUD, reforçou que o potencial das fronteiras vai além da circulação de mercadorias e pessoas, enfatizando a necessidade de um desenvolvimento sustentável que beneficie as comunidades locais. O evento “Construção do Futuro nas Fronteiras” continua até sábado, 29, promovendo discussões sobre o desenvolvimento das regiões fronteiriças.
