A Escola de Conselhos do Paraná, iniciativa que promove a formação continuada de profissionais que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, iniciou seu segundo ciclo de cursos de aperfeiçoamento. O primeiro encontro ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto, no Museu de Arte e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Paranaguá.
Coordenada pelo Setor Litoral da UFPR, a ação conta com articulação de instituições e órgãos que integram a rede de garantia de direitos. O objetivo é ampliar conhecimentos sobre legislação, políticas públicas, direitos humanos e práticas de atendimento, por meio de ações conjuntas entre a Universidade, gestores públicos e profissionais da rede de proteção.
Esta nova etapa de formação é voltada à proteção de crianças e adolescentes em contextos de diversidade cultural, com atenção especial aos povos e comunidades tradicionais. Além da atividade em Paranaguá, a formação será realizada em cinco polos regionais: Ponta Grossa (22 e 23 de setembro), Foz do Iguaçu (13 e 14 de outubro), Umuarama (27 e 28 de outubro) e Londrina (24 e 25 de novembro). As inscrições podem ser acompanhadas pela página do projeto no Instagram.
A coordenadora do projeto e professora do curso de Serviço Social, Ane Bárbara Voidelo, explica que a formação parte do entendimento de que a proteção integral somente se concretiza quando a atuação da rede respeita as diferentes realidades culturais e territoriais das crianças e dos adolescentes. “Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente assegure o direito à proteção, sem qualquer forma de discriminação, os desafios vivenciados pelos profissionais demonstram a necessidade de qualificar continuamente o atendimento, especialmente nos territórios tradicionais, fortalecendo práticas pautadas na interculturalidade, na prevenção da revitimização e na atuação articulada entre os diferentes órgãos do sistema de garantia de direitos”, afirma.
Segundo ela, a proposta visa fortalecer a atuação do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente diante dos desafios contemporâneos da proteção integral, promovendo uma formação que considere as especificidades culturais, sociais e territoriais presentes no estado. Entre os povos e comunidades tradicionais contemplados estão: indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, faxinalenses, povos de terreiro, benzedeiras, ilhéus, cipozeiros e outras comunidades reconhecidas no Paraná.
