domingo, 30 de agosto de 2026
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Escola de Conselhos do Paraná abre novo ciclo de formação para proteção infantojuvenil

Escola de Conselhos do Paraná abre novo ciclo de formação para proteção infantojuvenil
Escola de Conselhos do Paraná abre novo ciclo de formação para proteção infantojuvenil
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A Escola de Conselhos do Paraná, iniciativa que promove a formação continuada de profissionais que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, iniciou seu segundo ciclo de cursos de aperfeiçoamento. O primeiro encontro ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto, no Museu de Arte e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Paranaguá.

Coordenada pelo Setor Litoral da UFPR, a ação conta com articulação de instituições e órgãos que integram a rede de garantia de direitos. O objetivo é ampliar conhecimentos sobre legislação, políticas públicas, direitos humanos e práticas de atendimento, por meio de ações conjuntas entre a Universidade, gestores públicos e profissionais da rede de proteção.

Esta nova etapa de formação é voltada à proteção de crianças e adolescentes em contextos de diversidade cultural, com atenção especial aos povos e comunidades tradicionais. Além da atividade em Paranaguá, a formação será realizada em cinco polos regionais: Ponta Grossa (22 e 23 de setembro), Foz do Iguaçu (13 e 14 de outubro), Umuarama (27 e 28 de outubro) e Londrina (24 e 25 de novembro). As inscrições podem ser acompanhadas pela página do projeto no Instagram.

A coordenadora do projeto e professora do curso de Serviço Social, Ane Bárbara Voidelo, explica que a formação parte do entendimento de que a proteção integral somente se concretiza quando a atuação da rede respeita as diferentes realidades culturais e territoriais das crianças e dos adolescentes. “Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente assegure o direito à proteção, sem qualquer forma de discriminação, os desafios vivenciados pelos profissionais demonstram a necessidade de qualificar continuamente o atendimento, especialmente nos territórios tradicionais, fortalecendo práticas pautadas na interculturalidade, na prevenção da revitimização e na atuação articulada entre os diferentes órgãos do sistema de garantia de direitos”, afirma.

Segundo ela, a proposta visa fortalecer a atuação do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente diante dos desafios contemporâneos da proteção integral, promovendo uma formação que considere as especificidades culturais, sociais e territoriais presentes no estado. Entre os povos e comunidades tradicionais contemplados estão: indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, faxinalenses, povos de terreiro, benzedeiras, ilhéus, cipozeiros e outras comunidades reconhecidas no Paraná.

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