domingo, 30 de agosto de 2026
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UFPR sedia Jornada da Questão Agrária e inicia Atlas dos Territórios Indígenas

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UFPR sedia Jornada da Questão Agrária e inicia Atlas dos Territórios Indígenas
UFPR sedia Jornada da Questão Agrária e inicia Atlas dos Territórios Indígenas

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) recebe, entre os dias 28 e 30 de agosto, a XII Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão da Questão Agrária no Paraná, em Curitiba. O evento reúne pesquisadores, estudantes e representantes de comunidades indígenas para debater as realidades dos povos do campo, da floresta e das águas. A programação também marca o início dos trabalhos de construção do Atlas dos Territórios Indígenas no Paraná.

A Jornada é promovida pelo Observatório da Questão Agrária no Paraná, rede formada por professores, pesquisadores e extensionistas de várias universidades. De caráter itinerante, o evento busca aproximar-se da realidade agrária de diferentes regiões, promovendo diálogos com pesquisadores locais e visitas a comunidades tradicionais, movimentos sociais, iniciativas de agroecologia, educação do campo, organizações de mulheres e reforma agrária.

Em 2026, a Jornada será realizada na UFPR, com participação de professores e estudantes dos cursos de Geografia, Arquitetura e do Setor de Educação da universidade, além de integrantes do curso de Música da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Ao longo dos três dias, ocorrerão oficinas, rodas de conversa, trabalho de campo e atividades culturais no Centro Politécnico, no prédio da Reitoria e na Terra Indígena Ywy Dju, em Piraquara.

O Atlas dos Territórios Indígenas no Paraná, projeto em fase inicial com duração prevista de 17 meses, terá na Jornada um encontro para ajustar metodologias, levantar informações e escutar as comunidades. Segundo Jorge Montenegro, professor do Departamento de Geografia da UFPR e um dos responsáveis pela iniciativa, o Atlas vai sistematizar informações existentes sobre esses povos no estado e aprofundar temas como juventude indígena, práticas ancestrais e diversidade organizativa das mulheres. A proposta também prevê a produção de material didático em português e em duas línguas indígenas.

“A 12ª Jornada é uma grande oportunidade para socializar toda essa construção. Tem muita gente envolvida na equipe da UFPR e do Observatório para que o material iniciado nesse evento esteja à altura do desafio de representar com qualidade e compromisso pelo menos uma parte de toda a riqueza acumulada pela presença indígena no território que hoje chamamos de Paraná”, afirma Montenegro.

Entre as atividades, estão oficinas conduzidas pelas próprias comunidades indígenas, com temas como grafismos e pinturas corporais, cartografia social em escolas indígenas e organização territorial. Também serão realizadas atividades pelas equipes envolvidas na elaboração do Atlas, abordando o uso de geotecnologias, caminhadas sonoras e experiências cartográficas em terras indígenas. A programação inclui rodas de conversa sobre organização das mulheres indígenas, juventude indígena, uso de agrotóxicos em terras indígenas, conflitos e violência e práticas ancestrais relacionadas à terra e às sementes. As noites culturais complementam com apresentações de música, artesanato, poemas, documentários, dança e cantos indígenas.

O Observatório da Questão Agrária no Paraná reúne pesquisadores da UFPR, Unioeste, Unicentro, IFPR, UEPG, Unespar e UFFS. Também participam da construção do Atlas e da organização da Jornada o Coletivo de Estudos sobre Conflitos pelo Território e pela Terra (Enconttra), o Laboratório Território, Cultura e Representação (LATECRE), o Estúdio Fronteira, o projeto de extensão Cartografando, o projeto EcoMúsicas (UNESPAR) e o Coletivo Planejamento Territorial e Assessoria Popular (Plantear).

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