O Ministério Público do Paraná, através do Núcleo de Curitiba do Gaeco, apresentou a terceira denúncia criminal relacionada à Operação Paralelo. A investigação revelou a participação de indivíduos em crimes como extorsão, ameaça, associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, coação e falsidade ideológica.
A nova denúncia, registrada sob o número 0009886-88.2026.8.16.0196, foi oferecida e aceita pela 1ª Vara Criminal de Curitiba, envolvendo um policial militar e três civis. Os crimes apurados são extorsão e falsidade ideológica. O Judiciário impôs medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com vítimas e testemunhas, comparecimento bimensal em Juízo, restrições de viagem e recolhimento domiciliar noturno.
As duas denúncias anteriores, também contra o mesmo policial, foram apresentadas na Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. A primeira, de número 0009136-87.2025.8.16.0013, foi oferecida em 26 de novembro de 2025, e a segunda, 0008520-78.2026.8.16.0013, em 27 de julho de 2026, abordando crimes como associação criminosa armada e extorsão qualificada.
Com a aceitação da segunda denúncia militar, diversas medidas cautelares foram estabelecidas, incluindo o afastamento dos serviços operacionais e a proibição de uso de fardamento e armamento. O policial também deve informar ao Juízo quaisquer alterações em sua carga horária de trabalho e está sujeito à monitoração eletrônica.
A Operação Paralelo teve início após relatos de vítimas sobre cobranças violentas e coação. Em agosto de 2025, o Gaeco cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, e em novembro do mesmo ano, um mandado de prisão preventiva foi executado, resultando no afastamento de um policial militar.