domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emParaná, Política

Frente da Psicologia debate valorização, concurso e atuação em desastres

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Frente da Psicologia debate valorização, concurso e atuação em desastres
Frente da Psicologia debate valorização, concurso e atuação em desastres

A Frente Parlamentar da Psicologia da Assembleia Legislativa do Paraná se reuniu nesta terça-feira (11) para discutir demandas da categoria, como valorização profissional, contratação via concurso público, ampliação do atendimento na rede pública, direitos de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e atuação em emergências e desastres. O encontro, no Auditório Legislativo, foi proposto pelo presidente da frente, deputado Requião Filho (PDT).

Entre os temas, foi debatida a emenda aditiva ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) nº 371/2026, com defesa da manutenção da Emenda nº 1551485/2026 e seus desdobramentos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Também foram discutidas a criação e ampliação do quadro de profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), incluindo planejamento de pessoal e realização de concurso público.

Outros pontos incluíram isenção de IPVA para pessoas com TEA, revisão das exigências para laudos, capacitação continuada em Primeiros Socorros Psicológicos (PSP) para emergências e desastres, jornada de 30 horas para psicólogos e ampliação do acesso à psicoterapia, com foco no fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Marina Pires Alves Machado, membro da Diretoria do Conselho Regional de Psicologia, destacou a necessidade de ampliar contratações. Ela citou Rio Bonito do Iguaçu, onde foi criado um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mas ainda não há profissional contratado por falta de concurso vigente. “Além de discutir os projetos de lei que tivemos avanços, trouxemos hoje uma profissional que acompanhou todo o desastre em Rio Bonito do Iguaçu para a gente discutir um pouco a questão das emergências e desastres da perspectiva da psicologia. Também precisamos falar sobre a contratação de novos profissionais de psicologia. Em Rio Bonito fizeram um CAPS, mas não contrataram um profissional ainda porque não tem concurso vigente”, afirmou.

A presidente da Comissão dos Direitos Humanos do CRP-PR, Semiramis Vedovato, criticou a contratação temporária de psicólogos, argumentando que o modelo enfraquece o vínculo com os serviços. “Precisamos de um diagnóstico do pessoal e estudar formas de contratações via concurso, porque as demandas são imensas”, disse.

A psicóloga Adriana Czelusniak alertou para direitos negados a autistas no Estado, como perícia em concursos, desconto para acompanhantes em passagens aéreas e credenciais de estacionamento. “Benefícios de autistas não podem ser considerados custos a serem cortados. Precisamos que o Paraná cumpra a Constituição”, destacou. O grupo se comprometeu a oficiar os responsáveis e marcar reuniões técnicas sobre o tema.

Sobre atuação em desastres, Marly Perreli, presidente do Sindicato dos Psicólogos, defendeu organização no setor estadual de saúde mental para participação de voluntários e agentes locais, alertando para “turistas do desastre”. “E também precisamos tomar cuidado com as ajudas que não são ajudas, que são os turistas do desastre. Tiram a foto, colocam no Instagram, e depois vão embora”, pontuou. A psicóloga Denize Senzi relembrou a luta por piso salarial e jornada de 30 horas, enquanto o conselheiro Rafael Sfreddo refletiu sobre a falta de prestígio do setor, apesar do aumento de doenças mentais.

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