O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) está combatendo a desinformação sobre o sistema eletrônico de votação por meio do Gralha Confere, sua central de checagem. A iniciativa utiliza dados auditáveis e inteligência artificial para esclarecer narrativas falsas sobre a credibilidade do processo eleitoral.
Em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a página Fato ou Boato, parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação (PPED), desmente boatos que atacam a segurança do voto eletrônico. A ferramenta atua em conjunto com as maiores agências de verificação de fatos do Brasil.
Entre os esclarecimentos, o TRE-PR afirma que todas as urnas eletrônicas, inclusive as antigas, passam pelas mesmas etapas de auditoria e fiscalização. O descarte de equipamentos é um procedimento técnico e público, sem dados armazenados, pois as informações são extraídas no dia da eleição e ficam disponíveis para auditoria.
Sobre a segurança, a urna não possui conexão com internet, cabo, wi-fi ou bluetooth, sendo um equipamento isolado. Rasurar o caderno de votação é crime eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, e não permite confrontar votos, pois o sistema impede qualquer vínculo entre eleitor e voto.
O TRE-PR também esclarece que mesários não podem votar no lugar de ausentes, pois a urna exige biometria ou data de nascimento exata. Votos nulos e brancos não anulam eleição, pois apenas os votos válidos são considerados no cálculo do resultado. A interpretação do artigo 224 do Código Eleitoral, que trata de anulação por irregularidades judiciais, é frequentemente usada de forma incorreta.
A série de matérias sobre o sistema eletrônico de votação, publicada ao longo da semana, abordou o funcionamento da urna, a preparação do pleito, a evolução do sistema, recursos de acessibilidade e ações educativas. O TRE-PR reforça a importância de checar informações no Gralha Confere antes de compartilhar.