O uso de drones e sensoriamento remoto está revolucionando a conservação ambiental no Paraná. O que antes exigia um mês de trabalho de campo agora é feito em menos de uma semana, graças à tecnologia de alta precisão empregada pelo Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb) da UFPR.
Na Reserva Natural Guaricica, em Antonina, geógrafos capacitam profissionais de instituições como a Polícia Militar Ambiental e o ICMBio na operação de drones. O capitão Rafael Freitas da Silveira, da PMPR, destacou a importância da ferramenta: “Para o batalhão, isso se traduz em uma ferramenta extremamente importante, que poderemos utilizar de forma prática no nosso dia a dia”.
O agente ambiental Karol Wojtyla, do ICMBio, também participou da capacitação. “Aproveitei a oportunidade para a gente fazer esse curso de drone, no qual posso aplicar no meu dia a dia”, disse. Ele planeja usar os equipamentos para monitoramento, lazer e produção de material publicitário para visitantes de parques.
A tenente Hérica Mota, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, explicou que o uso de drones complementa as imagens de satélite, muitas vezes prejudicadas pela cobertura de nuvens no litoral. “Essa capacitação serve para abrir nossas percepções e mostrar como podemos empregar a tecnologia”, afirmou.
O Lageamb, que completa 20 anos em 2026, criou um Grupo de Trabalho de Drones para regulamentar e profissionalizar as operações. A doutora Marianne Oliveira, geógrafa do laboratório, explicou que o grupo busca “garantir maior rigor técnico, científico e operacional”. As aeronaves são usadas em diagnósticos fundiários, análises de riscos climáticos e mapeamento de comunidades tradicionais.
Em parceria com o INCT Wetscape, o laboratório desenvolve metodologias inovadoras para mapear paisagens úmidas com sensores remotos e LiDAR. A combinação de dados de diferentes fontes permitirá ampliar a caracterização de áreas prioritárias de biodiversidade.
