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sábado, 04 de julho de 2026
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Postado emEconomia

Ibovespa supera 174 mil pontos e dólar recua com expectativa de corte da Selic

Ibovespa supera 174 mil pontos e dólar recua com expectativa de corte da Selic
Ibovespa supera 174 mil pontos e dólar recua com expectativa de corte da Selic

A bolsa de valores brasileira encerrou a semana com o Ibovespa superando a marca dos 174 mil pontos, um patamar não atingido há um mês, enquanto o dólar comercial registrou queda, retornando ao nível de R$ 5,16. O movimento de alta no mercado acionário e de desvalorização da moeda americana foi impulsionado pela expectativa de um corte na taxa Selic, após a divulgação de dados mais fracos da produção industrial brasileira.

Nesta sexta-feira (3), o Ibovespa, principal índice da B3, registrou alta de 0,74%, fechando em 174.070,27 pontos. Este é o maior fechamento desde 2 de junho, consolidando um ganho semanal de 0,45% e um avanço de 8,03% no acumulado do ano. O dólar comercial, por sua vez, recuou R$ 0,04 (0,76%), sendo cotado a R$ 5,168, praticamente zerando a alta acumulada na semana.

A principal força motriz para o otimismo do mercado foi a leitura da produção industrial em maio, que recuou 0,2% em relação a abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, inferior às expectativas do mercado, reforçou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária, com um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic já na reunião de agosto.

Para empresários e trabalhadores de Mato Grosso, a expectativa de juros mais baixos representa um alívio potencial. A queda da Selic tende a reduzir o custo do crédito, favorecendo investimentos, expansão de negócios e, consequentemente, a geração de empregos. Empresas sensíveis ao custo de financiamento, como as do setor produtivo e de serviços, podem se beneficiar de melhores condições para capital de giro e projetos de longo prazo, impulsionando a atividade econômica local.

A queda do dólar também foi favorecida por um ambiente positivo para moedas de países emergentes e pela melhora do apetite por ativos brasileiros. Além da expectativa de corte da Selic, investidores repercutiram dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve, enfraquecendo o dólar no cenário global.

O volume de negociações na B3 foi reduzido, somando R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária. Essa baixa liquidez foi reflexo do feriado da Independência dos Estados Unidos, que manteve os mercados norte-americanos fechados. Internamente, a declaração do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, sobre a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, também contribuiu para a redução dos juros futuros, beneficiando a bolsa de valores.

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